3 de nov de 2010

O reposicionamento dos energéticos

Por muito tempo as bebidas a base de taurina, conhecidas como energéticos foram associadas às baladas noturnas. Porém, se depender dos fabricantes esta imagem esta prestes a mudar.

E mais uma vez quem deu o start nesta mudança foi a Red Bull que patrocina muito atletas e eventos esportivos, principalmente aqueles conhecidos como "esportes radicais". Seguindo esta linha a TNT bebida fabricada pela cervejaria Petrópolis, também iniciou o patrocinio relacionado às atividades esportivas e, desde novembro de 2009 patrocina 18 atletas profissionais, entre eles o nadador Cesar Cielo."O consumo de energético no Brasil é muito focado na noite. Nos Estados Unidos, essa bebida é tratada como um refrigerante de adulto, ligada ao esporte e de uso diurno", diz Douglas Costa, diretor de marketing.

Segundo Costa, a marca acredita que, ao usar atletas como referência, estimula o uso mais responsável da bebida. "Hoje, nossas campanhas estão direcionadas aos esportes radicais, é o conceito de "saudabilidade". Não que o energético melhore o desempenho. Mas serve como repositor de energia", diz.

Já as bebidas Burn e Gladiator - ambas fabricadas pela Coca-Cola - possuem estratégias diferentes: Burn é destinado a "jovens entre 25 e 39 anos, que gostam de agitar e curtir a noite", o novo produto é vendido como adequado "para manter o pique durante o dia inteiro, trabalhar e estudar".

No anúncio, os personagens que tomam Gladiator são gente comum que vence desafios como "ônibus lotado", "salário merreca" e "dívida impagável".



Recentemente chegou ao Brasil a Dark Dog com a mesma origem do Red Bull ainda foca sua comunicação às abaladas noturnas.

Os energéticos são amplamente consumidos em bares e casas noturnas, embora nas latinhas venha o alerta de que "não é recomendado com bebidas alcoólicas", uma exigência da Anvisa. Estudos mostram que eles mascaram os efeitos do álcool no organismo: a pessoa já está com os reflexos alterados e tem a falsa sensação de que não está bêbada.

A nutricionista Márcia Madeira, professora de Tecnologia de Alimentos da Uerj, não vê problemas no uso dos energéticos, desde que não se torne um hábito, porque podem provocar alterações no sono.

O certo é que este mercado está em franco crescimento e as estratégias de comunicação estão apenas começando a tocar o público brasileiro.